Cuidados e Manutenção


Fora de estantes, a melhor forma de guardar seus carrinhos é mantê-los nas caixas originais. Não faça pilhas com mais de oito unidades. As mais pesadas devem ficar mais próximas do chão. Algumas marcas, como a ERTL, têm bases expositoras com suportes verticais que dão sustentação à lateral da caixa. Funcionam como apoio extra para evitar esmagamento.

Outro cuidado deve levar em conta o posicionamento da caixa em relação ao acetato, aquela parte transparente que permite a visualização da miniatura. Empilhe os lados alternadamente (como na foto abaixo). Desta maneira você compensa a fragilidade estrutural da caixa no lado sem papelão.

Sobre pisos frios ou úmidos, não deixe a caixa em contato direto com o chão. Umidade faz grandes estragos aos carros e compromete a estrutura das caixas. Uma embalagem úmida suporta menos peso. Se você faz grandes pilhas de carrinhos, corre o risco de danificá-los se a torre “ruir”.

Evite empilhar mais de 8 minis e posicione as caixas alternadamente

Evite empilhar mais de 8 minis e posicione as caixas alternadamente

Lacres evitam quebras no transporte, mas não devem ser mantidos na miniatura

Lacres evitam quebras no transporte, mas não devem ser mantidos na miniatura

Já vi muita gente se gabando de ter miniaturas lacradas e exibir aqueles plastiquinhos horrorosos nas partes móveis, impedindo a abertura das portas dos carrinhos.

As defesas são diversas: valorizam as minis, atestam a “originalidade”, o carrinho pode ser vendido como “novo” e por aí vai. Ora, dá para conferir a originalidade da miniatura observando o próprio produto. Não existe essa história de “novo” ou “usado”, não estamos falando de um carro de verdade. O que existem são miniaturas em “bom estado” ou “danificadas”. Assim, miniaturas são “novas” se não apresentarem defeitos, ainda que tenham vários anos.

Além de tudo isso, saiba que esses lacres podem estragar sua miniatura. Por baixo deles as fábricas colocam óleo fino para que não grudem na pintura ou provoquem riscos no momento da remoção. O lubrificante impede que a película protetora grude na tinta, mas provoca manchas profundas na superfície do modelo a longo prazo.

Manchas de óleo deixadas pelo lubrificante do lacre

Manchas de óleo deixadas pelo lubrificante do lacre

Para evitar problemas no acabamento, o melhor a fazer é cortar esses lacres tão logo possível e limpar com pano macio a área em que estavam afixados. Repare que sempre ficam marquinhas de gordura. É o óleo colocado na fábrica. Remova tudo com algodão e esqueça essa bobagem de miniatura “usada”.

Espaço é o grande problema dos colecionadores de miniaturas, principalmente aqueles que preferem a escala 1:18.  Além dos cuidados que os modelos desse tamanho exigem com limpeza e armazenagem, a embalagem ocupa uma área considerável, praticamente o mesmo que uma caixa de sapato.

Para mim, coleções de miniaturas são investimentos e por isso é interessante fazer o possível para manter seu valor. Isso inclui guardar as famigeradas caixas, ainda que você mantenha os carrinhos em estantes fechadas.

Em uma possível venda, ter caixa e base expositora facilitam a negociação e aumentam o valor do objeto. No caso de minis de cinema ou seriados, informações importantes sobre o filme ou série são impressas no invólucro, bem como fotos do carro verdadeiro e outros personagens. Desta forma acabam fazendo parte do produto. Além disso, se for necessário transportar as réplicas será bem mais fácil protegê-las contra danos.

Uma dica para economizar espaço é desmontar a caixa. Abra as bordas e dobre-a nas beiradas. Ela ficará plana e isso possibilita a empilhagem de várias delas. Cabem tranquilamente no fundo de um armário longe da visão de quem torce o nariz para sua coleção.

Quanto mais rara ou exclusiva a miniatura, maior a necessidade de manter as caixas originais. Se você apenas acumula modelos aleatórios de marcas baratas, aí não faz muito sentido guardar tudo. O benefício de mantê-las é baixíssimo.

Faço minha estreia no mundo dos blogs com o Carros Famosos. Aqui escreverei sobre miniaturas de veículos e carros conhecidos no cinema, na televisão ou em desenhos.

Há dez anos venho alimentando uma coleção de miniaturas que cresce a cada dia. Só não está maior por falta de espaço e de dinheiro. Na verdade, a ordem inversa é mais precisa. Falta de dinheiro e de espaço.

Meu acervo ainda é pequeno perto do de colecionadores endinheirados, mas não vou me limitar a falar sobre as minis que tenho. Espero postar material sobre a maior quantidade possível de veículos que se consagraram mundo afora.

Por “carros famosos” estou considerando todos os automóveis que foram protagonistas do cinema, tv ou que se tornaram importantes personagens ao longo do tempo. Entram no balaio também os modelos que ficaram marcados por uma ou outra celebridade. Como o Porsche 550 Spyder do ator James Dean, morto em um acidente com o conversível.

Se tudo der certo, quem sabe faço novas adições. Por enquanto é o bastante.

Ulisses Cavalcante